VÍTIMA OU PROTAGONISTA: DUAS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA REALIDADE

O caminho para a manifestação exterior da realidade que desejamos passa por conhecermos, experienciarmos e expandirmos a nossa realidade interior.

Esse caminho também contém o uso deliberado da nossa VONTADE, vontade esta traduzida em AÇÕES, que nos permitirão materializar a nossa realidade, independentemente da realidade externa.

Rick Jarrow, em seu livro Criando o Trabalho que Você Ama, em seu capítulo 2, afirma que “existem LEIS muito mais relevantes e verdadeiras do que as que estão por trás das nossas dificuldades econômicas e sociais”.

Eu acredito nisso.

No mesmo capítulo ele aborda que são essas LEIS que governam, a gente acreditando na existência delas ou não, a nossa capacidade de manifestar a Vida que desejamos e a nossa coragem de expressarmos no mundo quem nós somos.

O autor fala de duas formas de manifestação da realidade, dois paradigmas onde estamos inseridos: o paradigma da vítima e o paradigma do criativo, que eu, aqui neste artigo, prefiro chamar de PROTAGONISTA.

Viver como vítima ou viver como protagonista são apenas duas maneiras de exercermos a nossa capacidade de manifestação.”

1 – VÍTIMA OU PROTAGONISTA: DUAS FORMAS DE PERCEBERMOS VANTAGENS E DESVANTAGENS

Podemos escolher entre essas duas formas de manifestar a nossa realidade no mundo:

1 – Podemos nos posicionar como vítimas das circunstâncias, da sociedade, do patriarcado, do machismo, do feminismo, da educação ou da ausência dela, da presença ou da ausência dos nossos pais, do apoio ou do desamparo do nosso companheiro ou companheira...a lista pode ser infinita.

OU

2 – Podemos nos posicionar como protagonistas, responsáveis pela nossa vida e por vivê-la de tal maneira que o mundo ao nosso redor será uma resposta a nossa perseverança no caminho do autoconhecimento, da substituição do nosso sistema de crenças vitimizador e desempoderador e da cura energética de todo o lixo emocional, mental e espiritual que acumulamos ao longo de uma existência (ou de mais de uma, dependendo do seu sistema de crenças).

Ambas as jornadas possuem suas vantagens e suas desvantagens.

Ser vítima, por exemplo, nos permite passar pela vida sem assumirmos responsabilidades, sem nos posicionarmos diante de acontecimentos, sem caminharmos na direção de algo que desejamos, ou corrermos para o lado contrário daquilo que não nos serve mais. Tudo isso pode ser percebido por nós como vantagem por sermos uma vítima!

Por outro lado, podemos acreditar que, ao assumirmos o protagonismo em nossas vidas, viveremos uma existência solitária e egoísta, onde precisaremos fazer escolhas, assumir responsabilidades, nos posicionar diante de acontecimentos de acordo com nossos valores.

Ao sermos protagonistas talvez tenhamos que caminhar na direção contrária de coisas e pessoas que são importantes para nós e que fazem parte da nossa história, e nos aproximarmos deliberadamente de conhecimentos e acontecimentos que nos farão acrescentar escolhas conscientes às nossas vidas, amplificando o ciclo de escolhas, responsabilidades, presença ou ausência de pessoas e acontecimentos. Cansa só de ler certo? 🙂 E justamente por isso, porque cansa e dá trabalho, nós podemos encarar o caminho do protagonismo em nossas vidas como desvantagem!

Nós nunca fazemos algo que encaramos como desvantajoso. Podemos até acreditar que sim, quando olhamos de maneira superficial, mas quando adentramos o nosso mundo interior e investigamos os aspectos mais escondidos da nossa psique, aquilo que a Carl Jung chamou de SOMBRA, descobrimos que encontramos sempre vantagem em todos os nossos comportamentos, mesmo aqueles que nos levam a materializar uma vida baseada no medo, na escassez, na dor e na doença.

Quando desejamos parar de materializar uma realidade assim, devemos encontrar e modificar, curar as nossas crenças sobre nós mesmos e sobre o mundo.

2 - QUATRO PILARES PARA NOS TRANSFORMARMOS EM PROTAGONISTAS E COCRIARMOS A NOSSA REALIDADE COM RESPONSABILIDADE E SABEDORIA

Quando nos posicionamos como vítimas, somos crianças. Nos vemos como meninos e meninas incapazes de assumir responsabilidades.

Quando nos posicionamos como protagonistas, somos adultos e possuímos maturidade emocional, mental e espiritual para fazermos escolhas pautadas em nossos valores maiores e mais elevados.

Ativamos a nossa CORAGEM – a nossa capacidade de agir com o coração – para honrarmos a nossa autenticidade e nos comprometermos com ela.

Ao conseguirmos vencer, ao menos um pouco, o paradigma da separação, do medo e da escassez, abrimos espaço para que o NOVO possa entrar.

Arejamos o nosso campo energético e a nossa vibração e nos permitimos entrar em ressonância com realidades que nos empoderam, que nos permitem expressar no mundo a nossa Verdade.

Mas, afinal de contas, o que é ser RESPONSÁVEL?

Quando saímos do modus operandi da vítima nos colocamos como nossos próprios mestres, como verdadeiros detentores do poder de transcender a nossa realidade atual, onde já não cabemos mais.

Paramos de buscar um salvador, ou uma salvadora, e usamos a nossa criatividade e a nossa confiança como alicerces da nossa existência.

Rick Jarrow em todo o seu livro Criando o Trabalho que Você Ama (que bem poderia ser criando a vida que você ama) cita sabiamente quatro pilares para nos transformarmos em protagonistas das nossas histórias e cocriamos a nossa realidade com responsabilidade e sabedoria. São eles:

1 – Confirar

2- Perguntar

3 – Ouvir

4 – Agir

Vamos nos aprofundar em cada um desses quatro pilares agora:

CONFIAR NA VIDA

Confiar na Vida significa nos sentirmos tão profundamente cuidados e apoiados em nossas existências que a necessidade de controle – uma faceta do paradigma do medo e da escassez – se transforma em fumaça.

Neste estado de confiança simplesmente permitimos que as coisas e as pessoas sejam como são.

Quando confiamos na Vida, e essa confiança vem associada ao processo criativo, nossas inspirações são colocadas em prática.

Para que a confiança passe a ser uma realidade no nosso dia a dia, muitas vezes se faz necessário um processo de cura de nossas feridas de amor, de amparo, de valorização e de segurança.

Precisamos olhar para as nossas sombras e, com AMOR e CORAGEM, lançarmos luz sobre elas.

Precisamos examinar nossas crenças, tanto aquelas que herdamos de nossos ancestrais e que carregamos em nosso DNA, quanto aquelas que se instalaram em nós a partir das nossas experiências de vida.

Confiar na Vida significa separarmos a ilusão do medo da realidade do amor.

Confiar é ressignificar as nossas experiências mais dolorosas e honrá-las através da criação de novas experiências.

Adentrarmos a realidade do amor significa PERDOAR todos aqueles que acreditamos que desonraram a nossa confiança, começando por nós mesmos.

A Confiança na Vida vem da certeza de que tudo o que se apresenta é válido, tem propósito e foi chamado para a nossa realidade por nós mesmos.

Confiar diz respeito à nossa infância, à nossa criança interior; e, agora, como adultos que somos, nosso trabalho é restaurar a nossa confiança em nós mesmos e nos outros, para, dessa forma, restaurarmos a nossa confiança na Vida.

Um maravilhoso exercício que você pode fazer e que ajudará você a restabelecer a sua confiança em si, nos outros e na Vida, é respirar ampla e profundamente de maneira circular.

Sempre que você se perceber vivendo alguma tensão, algum medo ou alguma desconfiança em relação a você e a sua capacidade, em relação aos outros, ou em relação à Vida PARE por alguns minutos e respire enquanto mentaliza o mantra:

Tudo vem a mim da melhor e mais elevada maneira”.

PERGUNTAR AQUI DENTRO...AQUI DENTRO!

A vítima aprende a não perguntar muito, mas sim a aceitar as verdades externas como suas próprias.”

Nascemos tão cheios de perguntas! Quem tem filhos sabe disso! A maravilhosa - e muitas vezes extenuante - fase dos porquês dos pequenos nos mostra que nosso SER ESSENCIAL faz muitas perguntas!

Mudamos isso na medida em que começamos a crescer, de acordo com as nossas experiências.

Vivemos recentemente -  e muitos lugares no mundo ainda vivem - a experiência de não sermos livres para questionar sob o risco de perdermos nossas vidas, nossas poucas liberdades, nossa segurança.

É possível que ainda vivamos essa realidade em muitos níveis. A cultura da dominação e do medo está em nossas memórias pessoais e familiares mais recentes. Mas estamos prontos para modificar essa realidade, estamos vivos no momento certo para isso!

E esse artigo é um convite para você se juntar àqueles que estão mudando, pouco a pouco a realidade do medo e transformando-a em amor. E esse artigo também é um alento, um sinal de que você não está sozinha ou sozinho nessa jornada! 🙂

Nos sentiremos mais livres e confiantes para perguntar dependendo do quanto fomos encorajados e respeitados em nossas dúvidas, e nos sentiremos menos livres e confiantes para lançarmos no mundo as nossas indagações dependendo do quanto fomos desvalorizados e calados em nossos anseios e questionamentos.

Saiba que o mundo constituído não gosta de pessoas que fazem perguntas! Por isso, a nossa curiosidade nata é silenciada e passamos a acreditar, com o tempo, que todas as respostas já existem, já estão prontas e estão lá fora. Lá fora!

Quando decidimos trilhar o caminho da manifestação pelo protagonismo descobrimos que fazer perguntas e nos permitirmos viver um novo fluxo de energia é permitir que o novo chegue em nossas vidas.

É despertar do torpor, é olharmos para nós mesmos como MESTRES da nossa jornada, pois, a partir das nossas perguntas, vamos encontrar as respostas que precisamos.

Comece a prática fazendo-se algumas perguntas!

Sente-se em um lugar tranquilo e pergunte o que é importante para você neste momento, pergunte sobre qual deve ser o seu próximo passo quando você se vê numa encruzilhada de decisões.

Pergunte com paixão, com energia, mas, principalmente, pergunte com fé de que a resposta já existe para você em algum lugar e está vindo em sua direção.

Perguntar é dar atenção a si mesmo!”

Para a prática do exercício de fazer perguntas você pode pegar o seu celular, acionar o gravador de voz e gravar um áudio com as suas indagações sobre determinada dúvida ou tema.

Fale como se você estivesse falando com alguém – porque na verdade você está falando com a pessoa mais importante e a única que sabe a resposta que você precisa: você!

Tenha a firme intenção de perguntar ao seu EU MAIOR. Acredite: a resposta virá!

Caso você ache muita doideira falar sozinho ou sozinha ao telefone, escolha alguém que mereça a sua confiança para enviar um áudio de whatsappterapia, por exemplo!

OUVIR É RECONHECER A POSSIBILIDADE DE UM NOVO CAMINHO

Ouvir é reconhecer a possibilidade de um novo caminho.”

Muitas vezes conseguimos exercitar a nossa confiança e passamos a fazer mais perguntas; mas, quando as respostas começam a chegar, ficamos presos a velhos conceitos e nos tornamos surdos para as respostas que a Vida nos traz.

Para que o processo de escuta seja efetivo precisamos eliminar as nossas expectativas baseadas em velhos paradigmas, ou até mesmo em novos paradigmas, mas que não representam, de fato, o nosso EU SOU.

Perguntar é a nossa parte do DAR na Roda da Abundância, e ouvir é se permitir RECEBER. Quantas vezes barramos o fluxo da abundância porque não nos permitimos ouvir?

Nosso corpo responde. Nossas emoções respondem. Nossas reações aos outros e às mais diversas situações respondem.

Recebemos respostas em sonhos, recebemos respostas de desconhecidos na rua, e, ah..., salvem as redes sociais: recebemos respostas em artigos, vídeos e áudios que trafegam livres pela rede mundial de computadores.

Exatamente como este artigo que você tem agora diante dos seus olhos! Quem sabe ele não é a resposta que você estava esperando, em? 🙂

Ouvir é se reconhecer sempre amparado por tudo e por todos, é se reconhecer como parte de Tudo O Que É.

AGIR É MANIFESTAR

Agir é trazer para fora o que temos dentro.”

Quando agimos chegamos ao fim de um ciclo que transfigurará uma vítima em uma protagonista.

Ao fim deste ciclo surgirão os RESULTADOS e, a partir deles, nos sentiremos inspirados a fazer tudo novamente: Confiar, Perguntar, Ouvir e Agir.

Quando agimos mandamos para a Vida um sinal de que estamos prestando atenção, estamos ativos, estamos prontos!

Quando agimos ativamos nossos sonhos, materializamos nossos desejos, trazemos o futuro desejado para o aqui e agora.

Quando agimos estamos experienciando o nosso caminho, a nossa Verdade.

Uma vida autêntica e cheia de nós mesmos só se torna realidade quando abandonamos o campo seguro – e minado - das elucubrações mentais e emocionais, e adentramos o campo mágico e sagrado das experiências vividas e compartilhadas!

Agir é aquele ponto mágico onde seu mundo interior se encontra com seu mundo exterior, onde sonho e realidade se tornam um só.

É isso o que separa as ILUSÕES dos SONHOS a serem realizados.

É isso que separa você da manifestação da vida que você deseja!

Manifestar como vítima ou como protagonista é sempre uma escolha. Essa escolha poderá vir da ação ou da omissão. Quanto mais estivermos despertos e conscientes de quem somos, mais conseguiremos enxergar as nossas capacidades e, principalmente, a nossa responsabilidade diante da Vida!

 

 

 

 

 

 

 

About The Author

Janine Scheffer

Oi! Eu sou a Janine! Sou apaixonada pelos mistérios e pela magia da existência humana. Como terapeuta e coach, facilito processos que resultam em vidas com mais Amor, Propósito, Saúde e Abundância! Sou mãe da Ísis e do Pedro e companheira do Daniel. Adoro conversar, viajar, tomar café, escrever e estar na Natureza!